segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Vida
A vida é longuíssima pra se errar, mas assombrosamente curta para viver. A consciência da brevidade da vida perturba a vaidade dos meus neurônios e me faz ver que sou um caminhante que cintila nas curvas da existência e se dissipa aos primeiros raios de tempo. Nesse breve intervalo entre cintilar e dissipar, ando à procura de quem sou. Procurei-me em muitos lugares, mas me achei num lugar anônimo, no único lugar onde as vaias e os aplausos são a mesma coisa, o único lugar onde ninguém pode penetrar sem permitirmos, nem nós mesmos.
Ah! Se eu pudesse retornar no tempo! Conquistaria menos poder e teria mais poder de conquistar. Beberia algumas doses de irresponsabilidade, me colocaria menos como aparelho de trablhar e resolver problemas e me permitiria relaxar, pensar no abstrato, refletir sobre os mistérios que me cercam.
Se eu pudesse retornar no tempo, procuraria meus amigos da juventude. Onde estão? Quem está vivo? Eu os procuraria e reviveria as experiências singelas colhidas no jardim da simplicidade, onde não havia ervas daninhas do status nem a sedução do poder financeiro.
Se eu pudesse retornar, daria mais telefonemas para as pessoas que se importavam com meu bem-estar. Procuraria ser um profissional mais estúpido e um amante mais intenso. Seria mais bem-humorado e menos pragmático, menos lógico e mais romântico. Escreveria poesias tontas de amor. Diria mais vezes "Eu te amo!". Reconheceria sem medo: "Perdoe-me por trocá-los peas reuniões de trablaho! Não desista de mim".
Ah, se eu pudesse retornar nas asas do tempo! Beijaria e abraçaria mais as pessoas que amo, brincaria muito mais, curtiria a infância como a terra seca absorve a água. Sairia na chuva, andaria descalço na terra, subiria em árvores. Teria menos medo de me ferir ou ficar gripado, e mais medo do que fizesse a vida nao valer à pena. Seria mais livre no presente e menos escravo no futuro. Trabalharia menos para lhes dar o mundo e me esforçaria muito mais para lhes dar o meu mundo.
Ah! Se eu pudesse retornar no tempo! Conquistaria menos poder e teria mais poder de conquistar. Beberia algumas doses de irresponsabilidade, me colocaria menos como aparelho de trablhar e resolver problemas e me permitiria relaxar, pensar no abstrato, refletir sobre os mistérios que me cercam.
Se eu pudesse retornar no tempo, procuraria meus amigos da juventude. Onde estão? Quem está vivo? Eu os procuraria e reviveria as experiências singelas colhidas no jardim da simplicidade, onde não havia ervas daninhas do status nem a sedução do poder financeiro.
Se eu pudesse retornar, daria mais telefonemas para as pessoas que se importavam com meu bem-estar. Procuraria ser um profissional mais estúpido e um amante mais intenso. Seria mais bem-humorado e menos pragmático, menos lógico e mais romântico. Escreveria poesias tontas de amor. Diria mais vezes "Eu te amo!". Reconheceria sem medo: "Perdoe-me por trocá-los peas reuniões de trablaho! Não desista de mim".
Ah, se eu pudesse retornar nas asas do tempo! Beijaria e abraçaria mais as pessoas que amo, brincaria muito mais, curtiria a infância como a terra seca absorve a água. Sairia na chuva, andaria descalço na terra, subiria em árvores. Teria menos medo de me ferir ou ficar gripado, e mais medo do que fizesse a vida nao valer à pena. Seria mais livre no presente e menos escravo no futuro. Trabalharia menos para lhes dar o mundo e me esforçaria muito mais para lhes dar o meu mundo.
Caminhante
Sou apenas um caminhante
Que perdeu o medo de se perder
Estou seguro de que sou imperfeito
Podem zombar das minhas idéias.
Não importa!
O que importa é que sou um caminhante
Que vende sonhos para os passantes.
Não tenho bússola nem agenda
Não tenho nada, mas tenho tudo.
Sou apenas um caminhante
À procura de mim mesmo.
Poema retirado do livro: O vendedor de sonhos - o chamado
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